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quinta-feira, 29 de agosto de 2019
quarta-feira, 27 de março de 2019
"Já dei tanto a este país..."
Foi a frase que Madonna proferiu depois de lhe negarem o privilégio de estragar o chão de um palacete do século XIX enfiando lá dentro um cavalo só para gravar um dos seus videoclips.
Esta frase, "já dei tanto a este país (e não de me deixam estragar património)", revela que a Madonna tem um grave problema de megalomania e que pensa muito mal deste país ao considerar-nos tão simplórios que precisamos de uma estrela internacional para sermos alguma coisa a nível cultural. Portugal tem mais cultura num "dedo do pé" do que todo o território dos EUA, mas a Madonna não aprendeu isso nos cerca de 3 anos que por cá tem estado. Portugal não precisa da Madonna mas a Madonna precisou de Portugal. Infelizmente, o país, não conseguiu dar-lhe o que ela mais precisava: humildade.
Vai embora em Setembro pouco tendo contribuído. Não contribuiu mais que qualquer Português que consome produtos dentro do país. Mas leva. Leva influências que já usou nas suas músicas, leva memórias que só Portugal lhe poderia dar. Leva conhecimentos de mais uma língua que os seus filhos até aprenderam a falar. Infelizmente não leva muito mais porque a sua megalomania não lhe permitiu aprender com o país e este povo. A sua megalomania fê-la, como a frase do título revela, olhar para o país "de cima", sentindo-se superior e, como tal, não se misturando na vida de Portugal. Levou ainda o carinho com que os portugueses a receberam e sai a fazer birra porque não a deixaram estragar o soalho de um palacete com 150 anos.
Faça boa viagem... Pode ir mais cedo?
Esta frase, "já dei tanto a este país (e não de me deixam estragar património)", revela que a Madonna tem um grave problema de megalomania e que pensa muito mal deste país ao considerar-nos tão simplórios que precisamos de uma estrela internacional para sermos alguma coisa a nível cultural. Portugal tem mais cultura num "dedo do pé" do que todo o território dos EUA, mas a Madonna não aprendeu isso nos cerca de 3 anos que por cá tem estado. Portugal não precisa da Madonna mas a Madonna precisou de Portugal. Infelizmente, o país, não conseguiu dar-lhe o que ela mais precisava: humildade.
Vai embora em Setembro pouco tendo contribuído. Não contribuiu mais que qualquer Português que consome produtos dentro do país. Mas leva. Leva influências que já usou nas suas músicas, leva memórias que só Portugal lhe poderia dar. Leva conhecimentos de mais uma língua que os seus filhos até aprenderam a falar. Infelizmente não leva muito mais porque a sua megalomania não lhe permitiu aprender com o país e este povo. A sua megalomania fê-la, como a frase do título revela, olhar para o país "de cima", sentindo-se superior e, como tal, não se misturando na vida de Portugal. Levou ainda o carinho com que os portugueses a receberam e sai a fazer birra porque não a deixaram estragar o soalho de um palacete com 150 anos.
Faça boa viagem... Pode ir mais cedo?
domingo, 24 de março de 2019
Eis a mentalidade que o BE conseguiu impor neste país... Conseguiram convencer os cidadãos que há divisões onde não existem, que há injustiças onde nunca existiram, que há racismo onde não se vê... metem mais uns quantos adjectivos à frente da palavra racismo e pronto, aí está toda uma nova forma de encarar o problema e de o generalizar. Divide-se a sociedade e conseguem-se mais uns votos dando privilégios a uns quantos.
domingo, 17 de março de 2019
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019
A fuga dos médicos portugueses
Num mundo globalizado, numa Europa aberta é natural que os médicos portugueses sejam seduzidos por salários mais algos, neste caso o dobro, do outro lado da fronteira. A Galiza, uma zona de Espanha onde a língua se assemelha mais ao português que ao espanhol, oferece 61.500 euros brutos por ano aos médicos. "O Governo galego pretende abrir portas a profissionais de saúde de outras comunidades autónomas de Espanha e de Portugal. E começou por Portugal por razões de proximidade". O Serviço Galego de Saúde oferece contratos com a duração mínima de um ano e máxima de três, com um mês de férias e as mesmas licenças, folgas e jornada laboral a que têm direito os médicos espanhóis.
Enquanto Portugal continuar a não valorizar os portugueses e a não entender que a saúde deve ser prioritária, o nosso SNS vai continuar a degradar-se. Cada vez mais temos nas nossas urgências e consultas médicos que nem português falam. Como pode um país manter os seus cidadãos saudáveis com médicos que não falam a língua dos mesmos? Como garantimos que um doente segue um tratamento adequadamente, se não conseguimos dar-lhe um médico que fale a sua língua?
Para quando oferecermos aos profissionais de saúde condições suficientemente boas para que não passem a fronteira e vão oferecer os seus tão necessários serviços para outro lado onde se sentem mais valorizados?
Enquanto Portugal continuar a não valorizar os portugueses e a não entender que a saúde deve ser prioritária, o nosso SNS vai continuar a degradar-se. Cada vez mais temos nas nossas urgências e consultas médicos que nem português falam. Como pode um país manter os seus cidadãos saudáveis com médicos que não falam a língua dos mesmos? Como garantimos que um doente segue um tratamento adequadamente, se não conseguimos dar-lhe um médico que fale a sua língua?
Para quando oferecermos aos profissionais de saúde condições suficientemente boas para que não passem a fronteira e vão oferecer os seus tão necessários serviços para outro lado onde se sentem mais valorizados?
sábado, 25 de abril de 2015
Onde estava o Rei no 25 de Abril?
deixo excertos deste excelente artigo do blog Família Real Portuguesa, vale a pena ler na íntegra
"Na manhã de 25, telefona-me a dar a notícia dizendo “boas notícias: a sua revolução ganhou”. Eu tinha-lhe dito que provavelmente um grupo de militares patriotas, como Spínola, Silvério Marques, Galvão de Melo, iriam provavelmente mudar a situação em Portugal. Daí o senhor pensar que eu estava dentro do movimento!" ; "O que de positivo trouxe o 25 de Abril? Obviamente, as novas liberdades políticas que a II República nunca tinha aceitado foram um dado altamente positivo. Mas a participação cívica dos portugueses na construção do nosso futuro ainda está muito longe do que deveria ser, apesar de já terem passado quase 40 anos."; "O que mudou na sua vida pessoal? Passei a ter a possibilidade de transmitir as minhas opiniões políticas nos meios de comunicação, quando antigamente só o semanário monárquico O Debate é que me entrevistava. Por outro lado, a angustiante situação que se começou a viver nos antigos territórios ultramarinos, assim como o facto de o COPCON (Comando Operacional do Continente) ter invadido o meu escritório, também me marcaram bastante. A partir de certa altura, passei a dormir fora de casa." ; "Ainda faz sentido falar nos ideais de Abril? Os ideais de liberdade e progresso e etc. fazem todo o sentido continuar a ser defendidos. As utopias políticas e económicas que contribuíram para o Estado entrar em falência fraudulenta é que fazem menos sentido." ; "Eu tenho defendido a necessidade de uma revolução cultural e moral. Cultural, para que consigamos perceber que os responsáveis do drama que vivemos somos nós próprios. Por ignorância e por falta de raciocínio lógico, tomámos decisões económicas e políticas erradas. Moral, porque a imoralidade, causa da corrupção, é o principal factor do deficit das contas públicas. Uma entidade internacional especialista nos problemas da corrupção calculou que se esta tivesse sido controlada Portugal estaria hoje ao nível económico da Dinamarca. Com uma eexcepção que acaba por confirmar a regra, nos países europeus onde a chefia de Estado é independente, nomeadamente onde é assumida por reis e rainhas, os desvios dos governos têm sido melhor controlados."
"Na manhã de 25, telefona-me a dar a notícia dizendo “boas notícias: a sua revolução ganhou”. Eu tinha-lhe dito que provavelmente um grupo de militares patriotas, como Spínola, Silvério Marques, Galvão de Melo, iriam provavelmente mudar a situação em Portugal. Daí o senhor pensar que eu estava dentro do movimento!" ; "O que de positivo trouxe o 25 de Abril? Obviamente, as novas liberdades políticas que a II República nunca tinha aceitado foram um dado altamente positivo. Mas a participação cívica dos portugueses na construção do nosso futuro ainda está muito longe do que deveria ser, apesar de já terem passado quase 40 anos."; "O que mudou na sua vida pessoal? Passei a ter a possibilidade de transmitir as minhas opiniões políticas nos meios de comunicação, quando antigamente só o semanário monárquico O Debate é que me entrevistava. Por outro lado, a angustiante situação que se começou a viver nos antigos territórios ultramarinos, assim como o facto de o COPCON (Comando Operacional do Continente) ter invadido o meu escritório, também me marcaram bastante. A partir de certa altura, passei a dormir fora de casa." ; "Ainda faz sentido falar nos ideais de Abril? Os ideais de liberdade e progresso e etc. fazem todo o sentido continuar a ser defendidos. As utopias políticas e económicas que contribuíram para o Estado entrar em falência fraudulenta é que fazem menos sentido." ; "Eu tenho defendido a necessidade de uma revolução cultural e moral. Cultural, para que consigamos perceber que os responsáveis do drama que vivemos somos nós próprios. Por ignorância e por falta de raciocínio lógico, tomámos decisões económicas e políticas erradas. Moral, porque a imoralidade, causa da corrupção, é o principal factor do deficit das contas públicas. Uma entidade internacional especialista nos problemas da corrupção calculou que se esta tivesse sido controlada Portugal estaria hoje ao nível económico da Dinamarca. Com uma eexcepção que acaba por confirmar a regra, nos países europeus onde a chefia de Estado é independente, nomeadamente onde é assumida por reis e rainhas, os desvios dos governos têm sido melhor controlados."
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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
Gravura de Constância provavelmente de 1825
Constância na altura denominada de Punhete, nome que deriva do latim Pugna (Pugnete), relacionada com a "luta" (pugna) entre os dois rios - Zêzere e Tejo. Constância situa-se na confluência de ambos.
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
O segredo da estabilidade na não electividade

Na não-electividade está o segredo da superioridade do mecanismo monárquico sobre o republicano, condenado a interrupções periódicas que são para certos países revoluções certas. A república é como um relógio ao qual é necessário renovar a mola no fim de pouco tempo; a monarquia é um relógio, por assim dizer, perpétuo.
Joaquim Nabuco
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
Curiosidades sobre o Bolo Rei em Portugal
Encontrei este artigo no site b. CULTURA
Em Portugal, o bolo-rei chega no século XIX. O empresário Baltazar Júnior, ao visitar Paris, em 1840, teve acesso à receita francesa do bolo-rei, e encantado, decide trazê-lo para Portugal. Inicialmente, em Portugal, o bolo era apenas vendido nas vésperas de natal. A história do bolo rei, em Portugal apresenta fortes ligações aos últimos tempos da monarquia e início da república. O bolo-rei projectou o destino dos irmãos e príncipes reais, D. Manuel e D. Luís Filipe (o natural sucessor do pai, o monarca D. Carlos). Numa festa dos reis, realizada no Palácio das necessidades, a fava calhou ao irmão mais novo, D. Manuel. Um mau presságio. A fava era vista pela monarquia como sinal de poder, e quem tivesse a sorte de a encontrar seria coroado rei um dia. Segundo alguns documentos, os príncipes ficaram transtornados com tal acontecimento. Coincidência ou não, a 1 de Fevereiro de 1908, o rei D. Carlos e o seu filho, D. Luís Filipe, o seu natural sucessor, foram assassinados. Contra todas as probabilidades, D. Manuel assumiu o trono, tornando-se no último monarca português.
Em 1911, um ano após a implementação da República, é proposto na Assembleia da República uma alteração ao nome do Bolo-Rei. A ideia é rejeitada. Apesar disso, até mesmo os republicanos conservadores continuavam a comê-lo, embora preferissem chamá-lo de Bolo de Natal ou Bolo de Ano Novo.
Ler o Artigo Completo
Em Portugal, o bolo-rei chega no século XIX. O empresário Baltazar Júnior, ao visitar Paris, em 1840, teve acesso à receita francesa do bolo-rei, e encantado, decide trazê-lo para Portugal. Inicialmente, em Portugal, o bolo era apenas vendido nas vésperas de natal. A história do bolo rei, em Portugal apresenta fortes ligações aos últimos tempos da monarquia e início da república. O bolo-rei projectou o destino dos irmãos e príncipes reais, D. Manuel e D. Luís Filipe (o natural sucessor do pai, o monarca D. Carlos). Numa festa dos reis, realizada no Palácio das necessidades, a fava calhou ao irmão mais novo, D. Manuel. Um mau presságio. A fava era vista pela monarquia como sinal de poder, e quem tivesse a sorte de a encontrar seria coroado rei um dia. Segundo alguns documentos, os príncipes ficaram transtornados com tal acontecimento. Coincidência ou não, a 1 de Fevereiro de 1908, o rei D. Carlos e o seu filho, D. Luís Filipe, o seu natural sucessor, foram assassinados. Contra todas as probabilidades, D. Manuel assumiu o trono, tornando-se no último monarca português.
Em 1911, um ano após a implementação da República, é proposto na Assembleia da República uma alteração ao nome do Bolo-Rei. A ideia é rejeitada. Apesar disso, até mesmo os republicanos conservadores continuavam a comê-lo, embora preferissem chamá-lo de Bolo de Natal ou Bolo de Ano Novo.
Ler o Artigo Completo
domingo, 4 de janeiro de 2015
A censura da república
Em pesquisa pela Biblioteca Nacional encontro este Almanach da República publicado em 1893 (sendo o 2º número, o 1º é de 1892). ora a república começou em 1910, como é possível que em 1893 fossem publicados almanaques da república? Fui ver o interior. Qual não é o meu espanto quando, entre informações tipo "borda d'água" está imensa propaganda republicana, com inclusivamente poemas de Manuel de Arriaga e outros republicanos a chamarem tirano (e outras coisas bem piores) ao rei, a troçarem de tudo e a reclamarem pela falta de liberdade e tirania existentes?... Não é ridículo que alguém que consegue, realmente e anualmente, publicar um almanaque a dizer mal de tudo e todos, sem ser censurado, venha gritar que vive em tirania e com falta de liberdade? e não é ainda mais ridículo que essa refilona república se imponha pela tirania das armas e depois de imposta seja ela a fechar jornais e censurar publicações?!
Os interesses dos partidos prejudicam sempre o interesse comum da pátria
Portugal é um país de fracos. Portugal é um país decadente: Porque aos não indiferentes interessa mais a política dos partidos do que a própria expressão da pátria, e sucede sempre que a expressão da pátria é explorada em favor da opinião pública.
Os interesses dos partidos prejudicam sempre o interesse comum da pátria. A condição menos necessária para a força de uma nação é o ideal político.
Almada Negreiros 1917
Almada Negreiros era monárquico e continua actual...
Os interesses dos partidos prejudicam sempre o interesse comum da pátria. A condição menos necessária para a força de uma nação é o ideal político.
Almada Negreiros 1917
Almada Negreiros era monárquico e continua actual...
Soares desafia Cavaco Silva a pronunciar-se sobre Sócrates
Temos um ex-primeiro-ministro na cadeia por suspeitas de crime lesa-pátria. Isso, por si, já é uma vergonha para a nação. Mas sendo os primeiros-ministros políticos, tendo toda a sua base e apoio na política, não é surpreendente. É até expectável que os políticos comentam crimes. É triste dizê-lo mas é uma verdade.Deve, no entanto, orgulhar-nos e deixar-nos até aliviados o facto de a justiça o ter apanhado e estar a tomar medidas para o julgar (esperam-se as cenas dos próximos capítulos e ninguém ficará admirado se o caso for arquivado com a suposta vitória socialista nas próximas legislativas).

O que deve envergonhar tudo e todos, seja qual for o resultado final, é termos um ex-chefe de estado em visitas constantes e defesas raivosas ao preso 44. Deve ainda envergonhar-nos mais que esse mesmo ex-chefe de estado sugira que o actual chefe de estado saia em sua defesa.
Isto é coisa que tenho a certeza jamais aconteceria numa monarquia, nem que seja porque raramente existem "ex-reis" e porque os reis não são políticos, são cidadãos que pensam no bem da nação que representam. Mário Soares, sendo um ex-chefe de estado deveria continuar a ser um representante da nação, mas revela que é (sempre foi) apenas um representante do Partido Socialista que sai, como um cão raivoso, na defesa, não de um cidadão, mas de um membro do seu partido. É, também isto, que se evita com a monarquia.
sábado, 3 de janeiro de 2015
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
sábado, 27 de dezembro de 2014
Arrendar ou Comprar?
A responsabilidade de arrendar uma casa é muito inferior à de comprar. Quando arrendamos uma casa não nos preocupamos muito porque a casa não é nossa e, no futuro, não vai passar para os nossos filhos e netos. Mesmo que tenhamos governantes/as, criados e cozinheiros, não nos preocupamos muito se a casa, na sua estrutura está arranjada. E embelezamos com cuidado apenas aquelas partes que vamos mostrar aos outros “para inglês ver” (às vezes nem isso). Os proprietários da casa acabam sempre, depois, por arcar com o “bolo final” das contas daquilo que não foi cuidado convenientemente. Raros são os inquilinos temporários que, realmente, se preocupam.
Quando compramos a coisa muda de figura. Compramos algo que escolhemos, pelo qual lutamos dia após dia, fazendo as contas para saber que casa podemos pagar no final do mês e com que luxos podemos viver, mesmo que seja outra pessoa a pagar a casa que é nossa, temos este cuidado porque não a queremos perder. Queremos que seja permanente, que passe para os nossos filhos e netos com o mínimo encargo possível para as futuras gerações. Cuidamos da casa com amor e carinho. Com cuidado, seja nas partes “para inglês ver” ou nas partes mais íntimas, mais nossas. Se tivermos governantes e criadas andamos “mais em cima” a ver o que andam a fazer e a “cobrar” qualquer falha porque, a casa é nossa, gostamos dela, sentimos amor por ela e queremos que os nossos filhos a tenham nas melhores condições possíveis. Raros são os proprietários permanentes que não se preocupam.
É assim que encaro a república e a monarquia. O presidente da república “arrenda” o país como seu por 5 ou 10 anos. Não mais do que isso. Depois disso não são os seus herdeiros, os seus filhos que ele ama, quem tem de preocupar-se com a “merda” que se tenha feito durante o seu arrendamento e sim o inquilino seguinte. Se os governantes roubarem, os criados fizerem um mau trabalho, o presidente não tem de preocupar-se muito, desde que aquilo que o “inglês vê” esteja bem, e desde que o seu futuro pessoal esteja assegurado (vivendo às custas de quem lhe paga para o resto da vida), não tem de preocupar-se muito e, se for preciso, também rouba mais um bocadinho. Raros serão os realmente honestos nesta situação.
Com a Monarquia o Rei “compra” o país como seu para toda a vida e sabe que o mesmo passará para os seus filhos e netos, e tem de manter feliz quem lhe paga para isso (numa monarquia constitucional democrática - a que defendo). Vive nele e se os seus governantes e criados andarem a roubar, fizerem mal o seu trabalho, são os seus filhos quem vai ter de arcar com as consequências no futuro. Os filhos que ele ama e que não quer que sofram. Assim cuida do país como se de propriedade privada se tratasse. Mete a “boca no trombone” se notar casos de “roubos” (corrupções), tenta chamar a atenção de maus "governantes e criados" e orienta as coisas de modo a que o futuro da sua casa esteja salvaguardado e o trabalho dos seus filhos seja cada vez menor. Raros serão aqueles que tenham mau íntimo e não se preocupem quando está em risco um lugar permanente para si e para os seus.
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
A desistência da Língua
Por Inês Pedrosa:
Numa das últimas vezes em que escrevi um artigo contra o chamado Acordo Ortográfico, um amigo aconselhou-me a abandonar o assunto porque, estando já prestes a entrar em vigor no Brasil, seria inútil contestá-lo. Acrescentou que a não-adesão criaria problemas económicos a Portugal.
Este modelo argumentativo diz muito sobre o tempo em que vivemos: os espertos são os que seguem o rebanho e desistem de pensar pela própria cabeça, para não levantar ondas. Em caso de resistência, apela-se ao incontestável Deus da Economia, que suspende qualquer explicação.
Sucede que aquilo a que se convencionou chamar Acordo Ortográfico é uma fraude, porque:
a) Não estabelece nenhum acordo (a palavra recepção continuará a escrever-se com 'p' no Brasil e perde o 'p' em Portugal, porque o fundamento da ortografia passa a ser a pronúncia - e ainda por cima o texto refere a “pronúncia culta”, o que agrava o patético do tema);
b) Confunde os utilizadores, dado que a etimologia das palavras, que esclarecia as dúvidas, deixa de se aplicar. Sintoma de uma época que despreza a memória e vive em esquecimento acelerado, este 'acordo' ignora voluntariamente a história e o trajecto da Língua. É mais um passo no caminho do desprezo pela riqueza e pela força da Língua Portuguesa.
Em L'identité malhereuse, o ensaísta francês Alain Finkielkraut reflecte, entre outras coisas, sobre a justificação da ministra do Ensino Superior francês para criar, em 2013, cursos em inglês.
Dizia ela: “Se não autorizarmos cursos em inglês, não atrairemos estudantes dos países emergentes, como a Coreia do Sul ou a Índia”.
Conclui Finkielkraut: “Reina portanto o funcionalismo, que conduz à uniformidade. Assim que o verbo esteja reduzido a veículo, a meio de informação e de comunicação, toda a gente virá buscar o mais confortável (…). Para o novo regime semântico, a forma não conta para nada, só o sentido faz sentido” (tradução minha, porque infelizmente Portugal traduz cada vez menos livros de ensaio, e menos ainda de pensadores contra-corrente, como é o caso deste).
O fascínio supostamente economicista pela língua inglesa está também em franco crescimento nas universidades portuguesas, que julgam ser esse o caminho da internacionalização, do cosmopolitismo, do dinheiro e da glória.
Basta olhar para o desaparecimento veloz da língua e da cultura francesas em Portugal para perceber o resultado desastroso dessa cedência à Língua Imperial (o inglês).
A anulação de uma língua representa a desistência da cultura que ela veicula - não só o apagamento exterior da sua literatura (o que já não é pouco, porque a língua portuguesa sempre se distinguiu pela sua produção literária), como do cinema, do teatro e da música.
Em vez de cuidar do reforço do ensino da Língua no mundo, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa tem passado as últimas décadas entretida com um acordo impossível.
Devia olhar para os ingleses e americanos, ou para os espanhóis e para a América hispânica, e meditar sobre como conseguiram eles que as suas duas línguas dominassem o mundo. Não foi com protocolos burocráticos sobre minhoquices ortográficas. Dedicaram-se, pelo contrário, a investir no que interessa e rende: a universalização da Língua.
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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
República ou Monarquia? - Cada país sua sentença.
Se me perguntarem se, teoricamente, eu acho que é mais justo votar-se em alguém do que ver alguém aclamado? Acho que é muito mais justo votar! Sem dúvida!
Na teoria a república é mais justa e mais democrática que a monarquia e, creio, a grande maioria dos defensores da república agarram-se a essa ideia teórica. Mas, se nos agarrarmos a ideias teóricas, também temos de dizer que o comunismo é uma ideia fantástica e muito mais democrática que todas as outras ideologias políticas. E é, teoricamente é. A ideia de uma sociedade igualitária, sem classes, na qual cada um trabalha, igualmente, para o bem comum, é uma ideia linda! Mas não funciona. A URSS, Cuba, China são bons exemplos da falta de democracia, da opressão, pobreza e violência (física e psicológica) a que os povos estão sujeitos na busca da “perfeição democrática” dos seus ditadores comunistas.
Ao contrário do comunismo, no entanto, a república não é um caso de tão grave falhanço, provas disso são repúblicas como a Finlândia ou a Alemanha que funcionam lindamente. Ou os Estados Unidos que, mesmo com falhas, têm o regime que ao seu povo se adequa. E é nesta adequação do povo que está a chave do sucesso. Cada povo, seu regime. Cada povo sua história.
Se me perguntarem se, teoricamente, eu acho que é mais justo votar-se em alguém do que ver alguém aclamado? Acho que é muito mais justo votar! Sem dúvida! Mas, em Portugal, não funciona na prática. É muito bonito, é uma ideia fantástica, mas já provou, bem provado, que, no nosso cantinho à beira mar plantado, não funciona!
Então, qual a solução? A questão de os monárquicos mencionarem a monarquia como solução está no facto de 100 anos de república (com 3 repúblicas distintas) já provaram que a república não funciona. E, se nos dermos ao trabalho de ler livros (não escolares) da história de Portugal, apercebemo-nos que, durante a monarquia constitucional, Portugal, mesmo estando numa crise devido a uma série de factores externos e internos (interno esse, sendo o facto de sermos constitucional há pouco tempo) estava a crescer. Portugal estava na média da Europa e a crescer, a nível financeiro e democrático e continuava português. Seguia uma governação que era a nossa identidade, e não uma, como agora, que se identifica com os franceses e não com os portugueses. Veio a 1ª República e começámos numa decadência brutal a todos os níveis (democráticos, de valores, financeiro). A 2ª república levantou-nos a nível financeiro e recuperou alguns valores, mas democraticamente batemos no fundo e em termos de patriotismo foi-se perdendo mais. A 3ª república é uma podridão! Fora o "sufrágio universal", que por si só não constrói a democracia, e ao qual as pessoas nem ligam por aí além, basta ver os números da abstenção, não temos mais nada. Financeiramente estamos na cauda da Europa, democraticamente também, a nível de valores nem falar, a nível de patriotismo só piora. Foi aqui que chegámos em 100 anos. Desculpabilizar a república é atirar areia para os olhos, negar o nosso passado e permanecer no erro.
Se a monarquia é perfeita? Não! Claro que não é. E não irão ouvir nenhum monárquico, minimamente Realista, a afirmar o contrário. No entanto, segundo o índice de países com melhores níveis democráticos, social e de estabilidade, os 2 primeiros são monarquias e nos 10 primeiros, 6 deles são monarquias. Claro que também os há com falhas, mas se formos comparar com a república, esta última perde e em muito (e se comparássemos a nível percentual então a diferença era ainda mais brutal, pois existem muito mais repúblicas que monarquias). Mas cada país sua sentença. Jamais eu diria que a monarquia funcionaria, por exemplo, nos Estados Unidos, assim como a república não ia funcionar no Reino Unido. Portugal é mais monárquico na forma como funciona, na mentalidade, na "portugalidade", do que republicano. Infelizmente foi feita uma grande "lavagem cerebral" aos portugueses durante 1 século e as pessoas, mesmo olhando, verificando que isto está mal (muito mal), vendo que até esteve melhor na monarquia, percebendo que a estabilidade política na monarquia é muito maior, etc., não conseguem desbloquear o preconceito contra a ideia monárquica. Eu desbloqueei. Como afirmei anteriormente, teoricamente a república é muito mais justa, assim como por exemplo, teoricamente o comunismo é fantástico, na prática não funcionam, e não nos podemos seguir por ideias teóricas, temos de perceber o que funciona na prática e libertarmo-nos de preconceitos para levar as coisas a bom porto.
Creio que o problema essencial dos portugueses está na falta de "sermos portugueses", na falta de orgulho, na falta de interesse e na falta de patriotismo. Isso afecta a nossa forma de ser e os nossos valores (entrando também estes em falta). Todas estas faltas afectam o estado democrático e a crença no mesmo. A meu ver faltam-nos líderes. Faltam-nos símbolos nos quais nos apoiemos e que nos unam num só objectivo e no amor à pátria. Uma coisa leva à outra. Um povo seguro e orgulhoso de si não deixa que o pisem, não fica desmotivado e luta pelo que quer. Isso, eu creio, tenho a convicção, que era mais fácil alcançar com um rei imparcial, que funcionava como símbolo, líder e união, do que com um presidente tão parcial como qualquer outro político, porque enquanto um presidente, por exemplo social-democrata, tem tendência de beneficiar sempre o PSD, um socialista sempre o PS não permitindo uma imparcialidade política, o rei tem essa imparcialidade e o que influencia é por crença pessoal e não por dever alguma coisa a alguém. Porque ele já nasceu rei, não chegou lá com favores de ninguém. É-o naturalmente e, naturalmente, e sem interesses, exerce essa função.
Todos concordamos que isto está mal mas, dentro da república, qual a saída que encontramos? Outra revolução? Eu francamente acho que nos faria mal outra revolução porque os problemas não se resolvem de armas na mão (isso é como tratar uma perna partida com analgésico...) ...Pela democracia? E como? Votando em quê e em quem? Alertando e consciencializando os 90% de portugueses que se estão a borrifar e à espera que "o outro" solucione as coisas? - Sim, este seria o caminho - alertar e consciencializar esses 90% de apáticos, desmotivados, desmoralizados, desportuguesados que cá andam. E como fazemos isso? Como fazemos isso na nossa actual república?
Não podemos esperar 20 anos para que as consciências despertem, Portugal não tem 20 anos. Portugal tem 4 ou 5 (se tiver). É neste contexto que o facto de se alterar a constituição permitindo um referendo para a monarquia pode, rapidamente, consciencializar as pessoas. O facto de aparecer um referendo (e nem é preciso que a monarquia ganhe e se mude de regime), pode fazer com que a mente apática de grande parte das pessoas desperte. Seja porque não querem a monarquia e, como tal, têm de discutir o que está mal na república e exigir essa mudança, seja porque querem a monarquia e, como tal, vão escarafunchar no que está mal na república para mudar mentalidades. Seja por que motivo for era bom um referendo, e era bom que a comunicação social desse mais voz aos monárquicos porque eles, aparentemente, são os únicos que não se limitam a levantar a voz para criticar, também a levantam para apresentar soluções. Essa voz devia ser ouvida, mas ouvida provocando o "medo" republicano e a esperança monárquica. Quer se mudasse ou não, esse temor ou esperança de que, o que temos pode não ser eterno, dariam novo folgo à mentalidade. Agora, o outro caminho que vejo é o silencioso. O daqueles que, não conseguindo mudar as mentalidades à velocidade necessária, agarram em armas e tomam o poder pela ditadura e só nos enterram mais (porque, eventualmente, a apatia e o "desaportuguesamento" vão continuar).
Os portugueses, na verdade, já não se identificam com o que temos, mas também têm medo da monarquia porque lhes fizeram imagens de monstros que vivem à custa do povo em palácios e, como tal, também não se identificam com ela (apesar de ser isso o que, na verdade, têm, mas na república). Estamos com uma crise imensa de identidade e não creio que o caminho seja permanecer aqui a tentar mentalizar as pessoas, e sim pegar numa fórmula tipicamente portuguesa e mostrar que é possível ser patriota, ter valores e continuar em democracia. Parece-me mais difícil mentalizar as pessoas disso pelo caminho republicano (completamente descredibilizado) do que pelo monárquico. Basta que percebam que a monarquia não é absolutista. Porque acredito que, neste momento, o Portugal descredibilizado facilmente aceitaria outro “Salazar” e custa-me imenso perceber que as pessoas mais facilmente aceitem o caminho da ditadura, do que da monarquia constitucional democrática.
Vejo a monarquia como a única actual saída democrática que permite a mudança de mentalidades e a restauração dos valores tão necessária à nossa sociedade, porque, ao haver a mudança iria haver uma reflexão do porquê do povo ter optado pela monarquia e, logo aí, a mentalidade ia mudando.
Não é para meu proveito pessoal que eu apoio uma monarquia, porque nada ganharei, mais do que o resto do país com isso, é porque, pensando imparcialmente no bem do país, revendo a sua história, tenho de baixar os braços e dizer: A república não funciona e vai continuar a não funcionar! Se queremos salvar o país desta degradação permanente temos de largar os preconceitos que existem, e tantos, relativamente à monarquia e aceitar que esse é o único caminho possível a seguir se queremos ter alguma hipótese.
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