quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
Gravura de Constância provavelmente de 1825
Constância na altura denominada de Punhete, nome que deriva do latim Pugna (Pugnete), relacionada com a "luta" (pugna) entre os dois rios - Zêzere e Tejo. Constância situa-se na confluência de ambos.
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
Dulce Pontes: «nunca quis afastar-me»
Dulce Pontes vai dar 2 espectáculos em Portugal (se quiserem adquirir bilhetes, podem fazê-lo AQUI), dois em Lisboa e um no Porto. O primeiro, em Lisboa, é já amanhã.
Lamenta que a tenham afastado do país. Lamenta que o seu trabalho seja mais conhecido lá fora do que cá dentro onde há gente que lhe pergunta se ainda canta.
Uma das melhores vozes do país. Merece mais atenção.
O segredo da estabilidade na não electividade

Na não-electividade está o segredo da superioridade do mecanismo monárquico sobre o republicano, condenado a interrupções periódicas que são para certos países revoluções certas. A república é como um relógio ao qual é necessário renovar a mola no fim de pouco tempo; a monarquia é um relógio, por assim dizer, perpétuo.
Joaquim Nabuco
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
Curiosidades sobre o Bolo Rei em Portugal
Encontrei este artigo no site b. CULTURA
Em Portugal, o bolo-rei chega no século XIX. O empresário Baltazar Júnior, ao visitar Paris, em 1840, teve acesso à receita francesa do bolo-rei, e encantado, decide trazê-lo para Portugal. Inicialmente, em Portugal, o bolo era apenas vendido nas vésperas de natal. A história do bolo rei, em Portugal apresenta fortes ligações aos últimos tempos da monarquia e início da república. O bolo-rei projectou o destino dos irmãos e príncipes reais, D. Manuel e D. Luís Filipe (o natural sucessor do pai, o monarca D. Carlos). Numa festa dos reis, realizada no Palácio das necessidades, a fava calhou ao irmão mais novo, D. Manuel. Um mau presságio. A fava era vista pela monarquia como sinal de poder, e quem tivesse a sorte de a encontrar seria coroado rei um dia. Segundo alguns documentos, os príncipes ficaram transtornados com tal acontecimento. Coincidência ou não, a 1 de Fevereiro de 1908, o rei D. Carlos e o seu filho, D. Luís Filipe, o seu natural sucessor, foram assassinados. Contra todas as probabilidades, D. Manuel assumiu o trono, tornando-se no último monarca português.
Em 1911, um ano após a implementação da República, é proposto na Assembleia da República uma alteração ao nome do Bolo-Rei. A ideia é rejeitada. Apesar disso, até mesmo os republicanos conservadores continuavam a comê-lo, embora preferissem chamá-lo de Bolo de Natal ou Bolo de Ano Novo.
Ler o Artigo Completo
Em Portugal, o bolo-rei chega no século XIX. O empresário Baltazar Júnior, ao visitar Paris, em 1840, teve acesso à receita francesa do bolo-rei, e encantado, decide trazê-lo para Portugal. Inicialmente, em Portugal, o bolo era apenas vendido nas vésperas de natal. A história do bolo rei, em Portugal apresenta fortes ligações aos últimos tempos da monarquia e início da república. O bolo-rei projectou o destino dos irmãos e príncipes reais, D. Manuel e D. Luís Filipe (o natural sucessor do pai, o monarca D. Carlos). Numa festa dos reis, realizada no Palácio das necessidades, a fava calhou ao irmão mais novo, D. Manuel. Um mau presságio. A fava era vista pela monarquia como sinal de poder, e quem tivesse a sorte de a encontrar seria coroado rei um dia. Segundo alguns documentos, os príncipes ficaram transtornados com tal acontecimento. Coincidência ou não, a 1 de Fevereiro de 1908, o rei D. Carlos e o seu filho, D. Luís Filipe, o seu natural sucessor, foram assassinados. Contra todas as probabilidades, D. Manuel assumiu o trono, tornando-se no último monarca português.
Em 1911, um ano após a implementação da República, é proposto na Assembleia da República uma alteração ao nome do Bolo-Rei. A ideia é rejeitada. Apesar disso, até mesmo os republicanos conservadores continuavam a comê-lo, embora preferissem chamá-lo de Bolo de Natal ou Bolo de Ano Novo.
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domingo, 4 de janeiro de 2015
A censura da república
Em pesquisa pela Biblioteca Nacional encontro este Almanach da República publicado em 1893 (sendo o 2º número, o 1º é de 1892). ora a república começou em 1910, como é possível que em 1893 fossem publicados almanaques da república? Fui ver o interior. Qual não é o meu espanto quando, entre informações tipo "borda d'água" está imensa propaganda republicana, com inclusivamente poemas de Manuel de Arriaga e outros republicanos a chamarem tirano (e outras coisas bem piores) ao rei, a troçarem de tudo e a reclamarem pela falta de liberdade e tirania existentes?... Não é ridículo que alguém que consegue, realmente e anualmente, publicar um almanaque a dizer mal de tudo e todos, sem ser censurado, venha gritar que vive em tirania e com falta de liberdade? e não é ainda mais ridículo que essa refilona república se imponha pela tirania das armas e depois de imposta seja ela a fechar jornais e censurar publicações?!
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