quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Candidatos para aqui e para ali...



Ultimamente ouço falar de candidatos presidenciais para as eleições de 2016. Será o próximo presidente da república (não de Portugal, não de todos os Portugueses) Marcelo? Será Santana? Será Guterres? Será o número 44 de Évora? Será outro qualquer? Não sei... O que sei é que se for alguém do partido que esteja no governo não vai impedir o que deve, se for da oposição vai proibir o que não deve... O que sei é que, seja quem for, vai servir os interesses do partido de onde venha e não os interesses dos portugueses. O que sei é que, seja quem for, terá muita sorte se for aprovado por 20% do total de eleitores (e ainda menos do total de portugueses)... O que sei é que, seja quem for, vai ter a pátria como prioridade secundária (se calhar nem isso) e os seus interesses, o do seu partido e os dos seus amigos como primária.

O que sei é que, seja quem for, não me vai representar a mim, a quem nele não votar e a todos os (muitos) monárquicos que aí andam. Talvez um dia a nossa democracia cresça o suficiente para se referendar, para dar voz aos monárquicos. Até lá, posso afirmar que não vivo numa, vivo num regime que nos foi imposto, nos calou, nos "lavou a cabeça",  se declara permanente e não nos dá voz.

Gravura de Constância provavelmente de 1825


Constância na altura denominada de Punhete, nome que deriva do latim Pugna  (Pugnete), relacionada com a "luta" (pugna) entre os dois rios - Zêzere e Tejo. Constância situa-se na confluência de ambos.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Dulce Pontes: «nunca quis afastar-me»



Dulce Pontes vai dar 2 espectáculos em Portugal (se quiserem adquirir bilhetes, podem fazê-lo AQUI), dois em Lisboa e um no Porto. O primeiro, em Lisboa, é já amanhã.

Lamenta que a tenham afastado do país. Lamenta que o seu trabalho seja mais conhecido lá fora do que cá dentro onde há gente que lhe pergunta se ainda canta.

Uma das melhores vozes do país. Merece mais atenção.










O segredo da estabilidade na não electividade



Na não-electividade está o segredo da superioridade do mecanismo monárquico sobre o republicano, condenado a interrupções periódicas que são para certos países revoluções certas. A república é como um relógio ao qual é necessário renovar a mola no fim de pouco tempo; a monarquia é um relógio, por assim dizer, perpétuo. 


Joaquim Nabuco

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Curiosidades sobre o Bolo Rei em Portugal

Encontrei este artigo no site  b. CULTURA

Em Portugal, o bolo-rei chega no século XIX. O empresário Baltazar Júnior, ao visitar Paris, em 1840, teve acesso à receita francesa do bolo-rei, e encantado, decide trazê-lo para Portugal. Inicialmente, em Portugal, o bolo era apenas vendido nas vésperas de natal. A história do bolo rei, em Portugal apresenta fortes ligações aos últimos tempos da monarquia e início da república. O bolo-rei projectou o destino dos irmãos e príncipes reais, D. Manuel e D. Luís Filipe (o natural sucessor do pai, o monarca D. Carlos). Numa festa dos reis, realizada no Palácio das necessidades, a fava calhou ao irmão mais novo, D. Manuel. Um mau presságio. A fava era vista pela monarquia como sinal de poder, e quem tivesse a sorte de a encontrar seria coroado rei um dia. Segundo alguns documentos, os príncipes ficaram transtornados com tal acontecimento. Coincidência ou não, a 1 de Fevereiro de 1908, o rei D. Carlos e o seu filho, D. Luís Filipe, o seu natural sucessor, foram assassinados. Contra todas as probabilidades, D. Manuel assumiu o trono, tornando-se no último monarca português.

Em 1911, um ano após a implementação da República, é proposto na Assembleia da República uma alteração ao nome do Bolo-Rei. A ideia é rejeitada. Apesar disso, até mesmo os republicanos conservadores continuavam a comê-lo, embora preferissem chamá-lo de Bolo de Natal ou Bolo de Ano Novo.

Ler o Artigo Completo

Uma pátria que me mereça


domingo, 4 de janeiro de 2015

A censura da república

Em pesquisa pela Biblioteca Nacional encontro este Almanach da República publicado em 1893 (sendo o 2º número, o 1º é de 1892). ora a república começou em 1910, como é possível que em 1893 fossem publicados almanaques da república? Fui ver o interior. Qual não é o meu espanto quando, entre informações tipo "borda d'água" está imensa propaganda republicana, com inclusivamente poemas de Manuel de Arriaga e outros republicanos a chamarem tirano (e outras coisas bem piores) ao rei, a troçarem de tudo e a reclamarem pela falta de liberdade e tirania existentes?... Não é ridículo que alguém que consegue, realmente e anualmente, publicar um almanaque a dizer mal de tudo e todos, sem ser censurado, venha gritar que vive em tirania e com falta de liberdade? e não é ainda mais ridículo que essa refilona república se imponha pela tirania das armas e depois de imposta seja ela a fechar jornais e censurar publicações?!