Na minha família somos "nós", as outras famílias todas são "eles". Odeio as outras famílias todas? Não. Tenho orgulho dos feitos dos meus pais, avós, etc., mesmo que esses feitos não tenham sido alcançados por mim.
Na minha terra somos "nós", nas outras são "eles". Odeio todas as outras terras? Não. Tenho orgulho dos feitos dos antigos que viveram na minha terra, mesmo que esses feitos não tenham sido alcançados por mim.
No meu país somos "nós", nos outros são "eles". Odeio todos os outros países? Não. Tenho orgulho dos feitos dos antigos que viveram no meu país, mesmo que esses feitos não tenham sido alcançados por mim..
No meu continente somos "nós", nos outros são "eles". Odeio todos os outros continentes? Não. Tenho orgulho dos feitos dos antigos que viveram no meu continente, mesmo que esses feitos não tenham sido alcançados por mim. No meu planeta somos "nós", nos outros são "eles". Odeio todos os outros planetas? Impossível, nem sei se têm gente... Tenho orgulho dos feitos dos antigos que viveram no meu planeta, mesmo que esses feitos não tenham sido alcançados por mim.
Não há problema algum em termos orgulho dos nossos pais, avós, antepassados, terra, país, planeta e há sempre um "nós" e um "eles", sem que o "eles" tenha de ter um peso negativo, porque, de alguma forma, podemos todos ser nós. Não há mal nenhum, pelo contrário, em termos um sentido de identidade, em sorrirmos ao ouvir um fado enquanto estamos no estrangeiro, ou em ter saudades da bica/cimbalino. Não há problema nenhum em ter orgulho por ter uma pronúncia da nossa terra, ou em sorrir quando ouvimos um "carago" enquanto estamos em Lisboa. Isso é ter orgulho no nosso país, ou do nosso "cantinho". É termos uma identidade. Isso não é sinónimo de odiar os restantes. Odiar os restantes é quando queremos que, estando eles nos seus “cantinhos”, mudem e se tornem mais como "nós".
Infelizmente por vezes odiamo-nos a nós quando aceitamos que o nosso “cantinho” mude por causa "deles".
sexta-feira, 8 de março de 2019
domingo, 3 de março de 2019
Parabéns Infanta D. Maria Francisca
Parabéns à Infanta D. Maria Francisca pelos seus 22 anos. O blog Amor a Portugal deseja-lhe as maiores felicidades
sexta-feira, 1 de março de 2019
Uma "monarquia" só com defeitos...
Os países com monarquias constitucionais continuam a ser aqueles que apresentam mais qualidade de vida e um melhor equilíbrio entre quem representa e quem administra o país. Muitos criticam a monarquia pelo direito hereditário ao lugar, mas o facto é que não há direito, há dever e, na generalidade, os membros das famílias reais sentem esse dever e a ele se dedicam desde nascença, passando essa responsabilidade aos filhos.
Ora, o nosso país não é uma monarquia, mas à mesma foi buscar tudo o que os republicanos consideram mau, sem trazer nada do que é bom... Temos, actualmente, um governo republicano de esquerda(s), com marxistas e leninistas a dar cartas e onde os familiares arranjam sempre um lugarzinho... Isso é, aliás, comum aos regimes socialistas ditatoriais, os mesmos que criticam as monarquias democráticas...
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019
A fuga dos médicos portugueses
Num mundo globalizado, numa Europa aberta é natural que os médicos portugueses sejam seduzidos por salários mais algos, neste caso o dobro, do outro lado da fronteira. A Galiza, uma zona de Espanha onde a língua se assemelha mais ao português que ao espanhol, oferece 61.500 euros brutos por ano aos médicos. "O Governo galego pretende abrir portas a profissionais de saúde de outras comunidades autónomas de Espanha e de Portugal. E começou por Portugal por razões de proximidade". O Serviço Galego de Saúde oferece contratos com a duração mínima de um ano e máxima de três, com um mês de férias e as mesmas licenças, folgas e jornada laboral a que têm direito os médicos espanhóis.
Enquanto Portugal continuar a não valorizar os portugueses e a não entender que a saúde deve ser prioritária, o nosso SNS vai continuar a degradar-se. Cada vez mais temos nas nossas urgências e consultas médicos que nem português falam. Como pode um país manter os seus cidadãos saudáveis com médicos que não falam a língua dos mesmos? Como garantimos que um doente segue um tratamento adequadamente, se não conseguimos dar-lhe um médico que fale a sua língua?
Para quando oferecermos aos profissionais de saúde condições suficientemente boas para que não passem a fronteira e vão oferecer os seus tão necessários serviços para outro lado onde se sentem mais valorizados?
Enquanto Portugal continuar a não valorizar os portugueses e a não entender que a saúde deve ser prioritária, o nosso SNS vai continuar a degradar-se. Cada vez mais temos nas nossas urgências e consultas médicos que nem português falam. Como pode um país manter os seus cidadãos saudáveis com médicos que não falam a língua dos mesmos? Como garantimos que um doente segue um tratamento adequadamente, se não conseguimos dar-lhe um médico que fale a sua língua?
Para quando oferecermos aos profissionais de saúde condições suficientemente boas para que não passem a fronteira e vão oferecer os seus tão necessários serviços para outro lado onde se sentem mais valorizados?
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